sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Gil Dias - Condução no espaço entre linhas vs Sporting




O segundo e terceiro golos do Rio Ave no passado fim-de-semana frente ao Sporting ficam marcados pela acção de Gil Dias (que até acabou por ser o marcador num dos lances) que foi o protagonista dos desequilíbrios criados em lances com inicio semelhante

Ambas as situações têm em comum o facto de o jogador português receber à largura pela direita e conduzir para dentro no espaço entre linhas onde o Sporting apresentou  algumas vulnerabilidades não muito usuais. Desde logo a incapacidade de Campbell quando baixava para junto de Bruno César enquadrar entre Gil e a baliza para, no mínimo, temporizar a acção do adversário. Nos dois golos, o costa-riquenho andou atrás da condução do portador da bola. Depois a incapacidade do meio-campo, Adrien no primeiro golo e mais claramente William no segundo (até com alguma displicência), de bascularem para a esquerda e ocuparem o espaço entre linhas. Bruno César também não recuou quando foi ultrapassado/ocupou espaço interior e permitiu progressão.

Ainda assim todo o mérito para o Rio Ave. Os seus homens da frente fizeram com que a linha defensiva do Sporting não subisse permitindo espaço entre sectores, e todo o mérito para Gil Dias que em condução soube aproveitar essa situação. Existe a tendência para explorar o espaço entre defesas e médios através de passe para essa zona, mas como mostrou o jogador português também é possível entrar em condução através de uma aceleração e condução em espaço interio

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A construção do Borussia Monchegladbach e a pressão do Bayer Leverkusen



Jogo interessante, como seria de esperar, entre Borussia Monchegladbach e Bayer Leverkusen principalmente pela capacidade que ambas as equipas demonstraram em pressionar o adversário.

O Borussia Monchegladbach forçou a saída curta através dos 3 defesas, com Strobl e Kramer à frente (ainda que este, por vezes, procurasse abrir na esquerda, conferindo total largura) e os externos (Traoré e Wendt) a dar largura. Os avançados Raffael e Hahn alternavam entre movimentos à profundidade, que incluíam ir de dentro para fora para receber bola longa,  e ligeiros recuos para serem apoios frontais ao passe vertical que vinha de trás.

O Bayer Leverkusen respondeu no habitual 4x4x2 clássico e pressão alta. Permitiam aos 3 de trás receber bola. Primeira preocupação consistia em fechar linhas de passe para o meio por parte dos dois avançados, impedindo ligação entre centrais e duplo pivô. Alas num primeiro momento fechavam também linhas de passe interiores entre si e os avançados impedindo que exteriores recebessem bola, podendo sair à pressão ao central com bola do seu lado quando avançados já tivessem condicionado o jogo para esse lado (e também impediam bola de regressar ao meio). Um médio centro sempre mais adiantado, na linha dos alas, e outro mais preocupado em controlar espaço entre linhas (Stindl, o 10 adversário, aparecia permanentemente nesse espaço) e em ser cobertura quando existia jogo longo.



Imagem da pressão inicial do Bayer Leverkusen. Çalhanoglu e Volland a impedirem passe para corredor central com alas em posição interior também preocupados em impedir passe para jogadores à largura, e prontos a sair à pressão aos centrais. Um médio centro mais adiantado

Com os alas permanentemente adiantados, quando a bola entrava nos externos eram os laterais que saíam à pressão não permitindo recepção de bola com espaço, e tendo o auxílio da linha lateral. Centrais do Leverkusen também pressionavam se avançados contrários baixassem ligeiramente para tentarem receber bola. 

O Borussia Monchegladbach conseguiu ultrapassar a pressão contrária quando um dos avançados saiu a pressionar o central que se encontrava no meio, Cristensen, e abriu espaço para o pivô receber bola, uma vez que, essa linha de passe não foi condicionada. Nota para o facto de quando os jogadores da frente eram ultrapassados e a bola entrava no meio-campo defensivo, rapidamente o Leverkusen agrupava em duas linhas de 4. Por outro lado, e já na segunda parte, o Gladbach também tentou o jogo directo para as costas da defesa, onde  os avançados tentaram receber bola com movimentos de dentro para fora aproveitando alguma descoordenação da linha defensiva (último lance do video).

Dois aspectos que me pareceram importantes para o sucesso da pressão do Leverkusen à primeira fase de construção contrária: a constante capacidade de orientar a bola para os centrais esquerdo e direito do Gladbach e aí pressionar, tendo sempre como prioridade fechar linhas de passe para o meio e a reacção dos jogadores que estando adiantados em relação à linha da bola reagiram muito forte para baixar e pressionar o portador. É verdade que a resposta do Gladbach deixou um pouco a desejar neste aspecto mas não é a primeira vez que a pressão asfixiante do Leverkusen causa problemas





segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como arrastar linha defensiva - Alemanha olímpica e Arsenal




Trago dois lances que aconteceram este fim-de-semana com semelhanças na exposição da linha defensiva e na forma como quem atacou criou espaço para finalizar. Nos Jogos Olímpicos, no primeiro golo da selecção alemã, Brandt recebe entre linhas no corredor central com bola vinda da direita, um colega entra no espaço entre central e lateral, arrastando o defesa esquerdo português, Fernando Fonseca, permitindo a Gnabry finalizar em boas condições (sendo verdade que individualmente eram bastante superiores, os alemães demonstraram todas as debilidades defensivas colectivas dos portugueses já perceptíveis nos encontros anteriores). Em Inglaterra no Arsenal-Liverpool, Iwobi recebeu bola entre linhas em espaço interior à esquerda, com bom timming Ramsey e Alexis foram na profundidade sobre a última linha do Liverpool, sendo que o galês arrastou o Klavan central do lado contrário e permitiu o golo a Walcott.

Em ambas as situações decisivo o arrastamento dos defesas por parte de quem entrava à profundidade para criar o desequilíbrio. Com efeito, o movimento dos jogadores que atacam a última linha, criando dúvida nos defesas, parece-me ser um aspecto, por vezes, negligenciado em muitas equipas, nomeadamente em Portugal, com as equipas a preferirem procurar logo uma opção em largura antes de arrastar o lateral e a restante linha defensiva, fazendo com que quem receba a bola tenha naturalmente menos espaço para progredir 

domingo, 3 de julho de 2016

Construção Itália vs Espanha




No jogo que opôs Itália e Espanha nos oitavos-de-final do Europeu, um dos aspectos que esteve em maior evidência foi a construção italiana, que permitiu não só relativo equilíbrio na posse de bola, mas também chegadas regulares à baliza espanhola.

A Itália saiu quase sempre curto através dos 3 centrais (Barzagli à direita e Chiellini à esquerda), quanto maior fosse a pressão espanhola, mais largura davam. Procuraram essencialmente a referência à largura (por norma os externos) ou o passe vertical para um dos médios, Giaccherini à esquerda ou Parolo à direita, recuavam e juntavam-se a De Rossi para receber a bola à frente, constituindo-se também como apoios frontais.

Um aspecto bastante interessante da selecção italiana neste momento do jogo foi a largura dada por Giaccherini à esquerda, mas também, ainda que menos vezes por Parolo à direita. Estes movimentos  na 1ª fase de construção, arrastaram jogadores espanhóis, retirando-os da zona central, e quando os italianos conseguiam fazer rodar jogo para o meio (o que nem sempre aconteceu, porque também eram pressionados nesse momento) conseguiam progredir em boas condições. Quando os dois interiores se adiantavam, era De Rossi com os centrais que dirigiam jogo a partir de trás, com o médio da Roma, tendo espaço e tempo dada a ausência de pressão espanhola, a recorrer ao passe longo para progredir

A competência italiana não se ficou pelas fases mais precoces da construção. Com a Espanha a pressionar alto, e apesar de colocar muitos jogadores em zonas recuadas para responder, a Itália foi capaz de jogar com os dois avançados através de passes verticais/jogo directo. Pellé e Éder saiam da marcação, recuavam, e vinham receber no grande espaço entre linhas, derivado do adiantamento dos médios da Espanha. Nota para a constante reacção ao movimento da bola por parte dos italianos. Quando alguém recebia entre linhas tinha apoio próximo, e também na profundidade para fazer bola seguir, além dos avançados também Giaccherini e Parolo apareciam nesse espaço de trás para a frente. (e o facto de por vezes irem de dentro para fora, também arrastou adversários para avançados receberem com mais espaço).

A resposta espanhola à competência da Itália não parece ter dado grandes resultados. Tentaram pressionar alto e ainda que tivessem impedido a construção em algumas situações, foram ultrapassados com frequência. Os 3 da frente (Nolito, Silva e Morata) muito preocupados em sair na pressão aos centrais mas não conseguiram evitar que a bola entrasse nas suas costas, (muitas vezes não ajustando para se posicionarem entre a bola e a baliza permitindo passes interiores). Iniesta e Fabregas arrastados para o corredor lateral, sem que os da frente recuassem e fechassem espaços interiores, fizaram com que a Itália quando conseguia sair pressão à esquerda ou à direita tivesse espaço para progredir, quer por fora do bloco, quer solicitando das alas para o espaço entre linhas os avançados que, como já foi referido, tiveram muito espaço para receber. Foi notório ao longo do jogo o desconforto espanhol sem bola.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Por terras de França III

Algumas notas sobre a Polónia

No jogo frente à Suíça a Polónia apresentou-se  no habitual 4x4x2 clássico. Defensivamente fazem por ser compactos, têm um golo sofrido em 4 jogos, mas com bola são previsíveis, pese a qualidade individual na frente, sendo mais perigosos quando conseguem chegar rapidamente à baliza adversária após ganharem a bola.
Sem bola os polacos mantêm o 4x4x2 clássico (por vezes assumem variante 4x4x1x1). Lewandowski e Milik numa primeira linha de pressão tentam fazê-la juntos ocupando o meio, sendo que, muitas vezes não chegam a tempo de impedir progressão por espaço interior (a Suiça aproveitou este espaço maioritariamente através da condução do lateral, mas William ou um dos médios pode dirigir jogo a partir daqui), quando pressionam aí, deixam corredor central aberto. Apesar de os dois médios interiores estarem relativamente distantes dos colegas da frente, podem avançar para pressionar jogador que recebe bola e tentar não deixar enquadrar com a sua baliza se situação for favorável a isso. São efectivos e criteriosos no momento de pressionar mas é possível jogar nas suas costas.
Os extremos polacos defendem em função do lateral adversário. Na 1ª fase de construção se não há adiantamento, quando adversário recebe bola saem à pressão, se avançam acompanham directamente permanecendo à largura. Se Portugal optar por adiantar desde cedo os laterais poderá conseguir instalar-se mais tempo no meio-campo ofensivo, pois com os extremos a acompanhar laterais, os polacos perdem capacidade de pressão em zonas mais adiantadas.
A linha defensiva começou a partida de sábado subida e bem próxima dos médios. Os laterais têm tendência a acompanhar o extremo, mesmo que este se encontre em zonas baixas, pressionando mal este recebe bola. Nesta circunstância, são os centrais que asseguram a cobertura aos laterais e também quem avança e pressiona entre linhas quando bola entra nesse espaço, novamente se existirem condições para isso. Uma particularidade da linha defensiva polaca, reside no posicionamento dos laterais, apesar de pressionarem o extremo à largura, quando a bola está no meio e têm adversário directo entre linhas, ficam fixados na sua marcação e é possível explorar as suas costas neste momento.

A figura – Lewandowski

Lewandowski, avançado do Bayern Munique, é o jogador polaco com maior currículo. Na selecção, assume maior protagonismo na construção de jogo e baixa bastante para tocar mais vezes na bola e sai com frequência da zona de acção dos centrais. Varia entre jogar de costas como apoio frontal (mais frequente quando é referência em transição no meio) e enquadrar com a baliza adversária mesmo entre linhas para procurar fazer passe de ruptura. Não tem sempre o melhor critério, já que, por vezes força demasiado a progressão, mas é uma ajuda valiosa

Cai com frequência nos corredores laterais para receber bola, principalmente em transição, o que dificulta o aparecimento em zonas de finalização, e também por isso ainda não tem ainda qualquer golo neste Europeu.

(Texto originalmente publicado no Jornal Único)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Alemanha e a gestão da ruptura




A propósito do jogo alemão neste Europeu, já aqui tinha referido as dificuldades sentidas em ultrapassar a última linha adversária em parte pela ausência de movimentos de ruptura nas costas da defesa de adversária, sendo este, naturalmente um espaço pouco aproveitado pela Alemanha nos primeiros dois jogos.

Na partida frente à Irlanda do Norte (e ressalvar que a oposição não foi tão forte) os alemães aparecem mais disponíveis e preparados para efectuar movimentos de ruptura, quer através da movimentação dos homens na última linha a forçar profundidade, quer por homens que apareciam de trás para a frente.

Muller juntou-se muitas vezes no corredor central ao avançado Gomez, deixando o lado direito a cargo de Khedira ou Ozil que por vezes aparecia na zona. Com a habitual forte presença entre linhas (já que, à esquerda Gotze também vinha para dentro) a Alemanha conseguiu romper a defesa norte-irlandesa, com os jogadores que tinham bola nesse espaço muitas vezes a procurarem jogar a um toque para quem aparecia na profundidade. Neste aspecto em concreto, especial destaque para Muller que foi mais quem entrou na ruptura com um timming assinalável. E os movimentos à profundidade não serviram somente para receber bola com a defesa irlandesa ultrapassada, também permitiram que o jogo exterior fosse melhorado, uma vez que, não raras vezes os laterais irlandeses foram arrastados para dentro permitindo a quem recebia a bola por fora, mais espaço para definir lance.

A Alemanha tem conseguido, fruto de um futebol de qualidade assinalável, jogar dentro do bloco adversário, fazendo bom uso do corredor central e espaço interior. No entanto, era notório que faltavam movimentos de ruptura dos jogadores sem bola na última linha para desequilibrar a defesa adversária, até porque com tanta presença entrelinhas, mas sem entradas no espaço, o jogo acabava por ir para os corredores laterais, não sendo aproveitadas as boas condições que os próprios jogadores criavam. No último jogo, ainda que com aspectos passíveis de serem melhorados, "bastou" a equipa identificar alguns momentos em que os movimentos de ruptura seriam pertinentes e a dificuldade em chegar ao último terço foi bem menor, até porque o portador da bola soube identificar o momento de procurar esse espaço. 

Nota final para a mecanização já referida acima, com bola a entrar entre linhas (muitas vezes vinda de fora) e jogador que recebe nesse espaço joga a um toque para entrada de terceiro homem na ruptura, esta é a situação que, por exemplo, originou o golo

terça-feira, 21 de junho de 2016

Por terras de França II

Portugal e as dificuldades no jogo de criação

Frente à Áustria Fernando Santos em comparação com o jogo anterior retirou um médio, João Mário, e lançou um extremo, Quaresma, mas os problemas perante uma defesa recuada e compacta mantiveram-se.
Na partida de sábado enfrentando a postura expectante da Áustria que defendia com duas linhas de 4 no seu meio-campo, Portugal viu-se obrigado a assumir a posse de bola. Com Nani preferencialmente no meio, os extremos Ronaldo, à esquerda, e Quaresma à direita (ainda que pontualmente fossem trocando com Nani também a aparecer nos corredores laterais) começaram por dar largura ao ataque e a receber bola junto à linha lateral e à medida que o jogo avançava foram cada vez mais procurando espaços interiores, permitindo o adiantamento mais frequente dos laterais Vieirinha e Guerreiro. No meio-campo, a William Carvalho a dirigir jogo atrás juntava-se André Gomes mais pela esquerda, enquanto que, Moutinho à direita tinha tendência para progredir juntando-se aos jogadores da frente, acabando por arrastar marcação e permitindo que o central do seu lado, Pepe, tivesse espaço para avançar com bola e assumisse um papel de destaque na construção de jogo (aspecto em que não esteve feliz não conferindo fluidez à circulação somando perdas de bola). Na segunda parte foi André Gomes que se adiantou mais vezes à esquerda, permanecendo Moutinho recuado.
Pese embora, Portugal tenha feito o suficiente em termos de oportunidades de golo para vencer o jogo, continuam evidentes algumas dificuldades em criar perigo. Quaresma e Ronaldo quando iam para espaços interiores limitavam-se a jogar de costas para a baliza adversária e a devolver ao apoio frontal, dificilmente recebiam, ou procuravam receber, bola entre linhas recuando até à linha média austríaca tocando a bola para trás. O avanço de João Moutinho permitiu a Pepe espaço para construir mas também raramente conseguiu receber a bola no meio, dentro do bloco adversário, isto fez com que Portugal chegasse ao último terço essencialmente pelos corredores laterais, nomeadamente através de variações de corredor através de passes longos onde William Carvalho se destacou. Quando a bola se encontra nos jogadores de trás (médios e defesas) existe a preocupação de existir movimentos de aproximação ao portador da bola, mas o mesmo não acontece quando a bola entra entre linhas, sendo que quem recebe nessa zona só esporadicamente consegue fazê-lo de frente para a baliza adversária e continuar a progredir.
Desta forma, e para chegar perto da baliza austríaca a Portugal restou o bom envolvimento de Raphael Guerreiro pela esquerda e vários cruzamentos onde a selecção consegue colocar um número considerável de jogadores zona na área para finalizar mas os defesas adversários foram quase sempre mais fortes.

Nota final para a boa reacção à perda da bola. Portugal raramente permitiu contra-ataques adversários. Mérito dos médios que se encontravam atrás da linha da bola no momento da perda, ainda que João Moutinho e William Carvalho pela forma como escolheram o timming para pressionar, distinguindo as situações onde podiam desarmar ou simplesmente temporizar acção do adversário, mereçam especial destaque.

A evolução de Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo alcançou o estatuto de um dos melhores jogadores do mundo nos últimos anos essencialmente por aquilo que fazia (e faz) no último terço do campo. Partindo preferencialmente da esquerda é muito forte a definir próximo da baliza adversária, de trás para a frente, sendo que, aparecia mais do que estava em zonas de finalização e no corredor central. Nos últimos tempos cada vez mais Ronaldo é visto com maior frequência no meio, e no caso da selecção, em zonas até bastante recuadas. Sendo a evolução natural num jogador das suas características, Cristiano ainda parece longe da excelência nas suas novas funções. A pressão é feita com mais jogadores e o tempo para decidir escasseia, e terá de ajustar o perfil de decisão quando tem a bola, nomeadamente o timming em que a solta. Nem sempre equaciona o envolvimento com os colegas e força demasiado a finalização, não sendo nessa zona tão profícuo como uns metros mais à frente. 


(Texto originalmente publicado no Jornal Único)